Desenhando (virtualmente) no Morro da Mariquinha

Desenho a traço da escadaria do Morro da Mariquinha vista a partir de cima com casas ao lado e rua de lajota em primeiro plano
Local daria bons desenhos em um encontro presencial

É comum os grupos de Urban Sketchers espalhados pelo mundo escolherem desenhar os pontos turísticos ou históricos das suas cidades. O movimento aqui em Florianópolis, porém, tenta incluir locais menos conhecidos. O objetivo é que a atividade sirva também para os participantes conhecerem melhor o lugar onde vivem.

O Morro da Mariquinha, no maciço do Morro da Cruz, é um exemplo. Selecionado para o encontro de setembro do ano passado, é uma das comunidades mais antigas do Morro da Cruz. Não está nos guias turísticos e, quando aparece nos jornais, frequentemente é na editoria de polícia. Felizmente, a mobilização dos moradores por infraestrutura e segurança tem mudado um pouco a situação.

O povoamento das partes mais altas do morro começou na década de 1930 e se intensificou a partir dos anos 50. O nome vem de Mariquinha do Sobrado, proprietária de uma pensão que funcionou nessa época. Em 1976, foi inaugurada uma igreja e, em 1981, uma creche.

O acesso é pela rua Valdemiro Monguilhot, em frente ao Instituto Estadual de Educação. Por ainda estarmos sob as restrições da pandemia, mantivemos o encontro virtual pelo Google Street View. Desenhar no local seria melhor, mas ao menos deu para conhecer um pouco como é a comunidade.

O lugar parece tranquilo, com casas de alvenaria e pavimentação de lajotas. Para comparação, a rua onde morei até os dezesseis anos, perto de onde hoje fica a Tecnópolis, era de terra e quase metade das casas tinha construção em madeira.


  • Canetas tinteiro Jinhao X750 e Lamy Safari
  • Caneta-pincel Pentel Color Brush
  • Sketchbook Maruman Art Spiral 27,3 x 21,7 cm 156 g/m²