O que é sugerido nem sempre é óbvio

Mistura de estilos: repartição estadual e fachadas de antiquário

O muro comprido que cerca os fundos do Instituto Estadual de Educação dá de frente para construções bem esquisitas. Uma delas é o prédio da Diretoria de Saúde do Servidor, na esquina da rua Major José Augusto de Faria com a Fernando Machado. Só dá para saber o que funciona lá dentro por uma placa… Continuar lendo O que é sugerido nem sempre é óbvio

Um empurrãozinho forte no Instagram

Fortaleza de São José da Ponta Grossa. Nanquim e aquarela

É quase inverno, um daqueles dias de céu azul comuns em junho. Mesmo sendo sábado, a praia do Forte está vazia. O restaurante em frente ao mar tem só duas mesas ocupadas. Compro o ingresso para entrar no forte de São José da Ponta Grossa, local do encontro do Urban Sketchers Florianópolis. As lembranças que… Continuar lendo Um empurrãozinho forte no Instagram

Um café (e um desenho) no Largo da Alfândega

Casarões do Largo da Alfândega onde funcionam lojas de confecção e tecidos

A meia hora em que eu e Carol Grilo ficamos no café do Largo da Alfândega foi suficiente para fazer um desenho. E também para sentir o clima do centro de Florianópolis entre Natal e Ano Novo, quando os primeiros turistas aparecem e os moradores que sobraram pela cidade tentam resolver as coisas do réveillon.… Continuar lendo Um café (e um desenho) no Largo da Alfândega

Desenho exige preparo (físico)

Casarão de 1913 na rua Hermann Blumenau, no Centro de Florianópolis

Quem tem menos de trinta anos não sabe o privilégio que é poder ler um livro encostado no sofá ou varar a madrugada jogando League of Legends esparramado em uma cadeira. Dor na coluna demora para curar e estraga o humor de qualquer um. E dá-lhe despesas com ortopedistas, ressonâncias, raios-x, analgésicos, antiinflamatórios, fisioterapia e… Continuar lendo Desenho exige preparo (físico)

Desenho ganha o selo “aprovado pelo pedestre casual”

Entorno da Praça dos Bombeiros ainda tem construções antigas como estas

Tarde de sábado no Centro, na praça Getúlio Vargas, que poucos conhecem por esse nome. Todo mundo chama de Praça dos Bombeiros por causa do quartel que dá para a rua Visconde de Ouro Preto. É nessa calçada onde abro o banquinho para desenhar. O tema do encontro do Urban Sketchers Florianópolis era para ser… Continuar lendo Desenho ganha o selo “aprovado pelo pedestre casual”

Você sabe o que é um lambrequim?

Casarão de 1917 é tombado e hoje abriga espaço de arquitetura e eventos culturais

Um dos benefícios de desenhar as construções da cidade é ganhar vocabulário. Por exemplo, “lambrequim”. É o nome que se dá para o adorno em madeira que segue o telhado, presente neste casarão na esquina das ruas Luís Delfino e Alves de Brito, no Centro de Florianópolis. É um elemento que aparece mais nos estados… Continuar lendo Você sabe o que é um lambrequim?

Um passeio até a Lagoa com a Companhia Ferroviária Florianopolitana

Casarão da Lagoa em nanquim e aquarela. 23º encontro do Urban Sketchers em abril de 2018

Se aqui existisse trem de passageiros, faríamos a travessia entre o continente e a ilha dentro de um vagão. Quiçá teríamos um trem-bala que parasse em São José e de lá os viajantes fariam a baldeação para a linha metropolitana até Florianópolis. Se o trajeto fosse de manhã cedo, como seria o caso dos trabalhadores,… Continuar lendo Um passeio até a Lagoa com a Companhia Ferroviária Florianopolitana

A rua do Comércio (e das soluções para pequenos problemas)

Casario art decó da Conselheiro Mafra, desenhado no 22º encontro do Urban Sketchers Florianópolis

A rua Conselheiro Mafra é a rua das necessidades. A Felipe Schmidt, logo acima, é a rua dos desejos. Ambas ficam no Centro de Florianópolis. Vai-se à Felipe Schmidt para olhar relógios, óculos escuros, roupas, perfumes e calçados e, eventualmente, comprá-los. Quem vai à Conselheiro, em contraste, sai com seu destino traçado. Precisa de uma… Continuar lendo A rua do Comércio (e das soluções para pequenos problemas)

Conversas no Ribeirão da Ilha

Casario açoriano no Ribeirão da Ilha. Nanquim e aquarela

Houve época em que eu não gostava de ser abordado ao desenhar na rua. Achava uma folga, coisa de gente intrometida. O desenhista alemão Felix Scheinberger propõe a seguinte reflexão: se estivéssemos escrevendo um diário, seríamos tão tolerantes se um estranho viesse ler o caderno sobre nossos ombros? Depois de anos desenhando em um banquinho… Continuar lendo Conversas no Ribeirão da Ilha

A capela, o cemitério e um sábado nublado

Capela São Sebastião, no Campeche. Grafite e lápis preto aquarelável

Mesmo sem nunca ter visitado a Capela São Sebastião, no Campeche, sabia que haveria um cemitério ao redor. Está no mapa e é comum em outras igrejas açorianas de Florianópolis, como no Ribeirão da Ilha e em Santo Antônio de Lisboa. Pela idade da capela, de 1826, imaginava encontrar túmulos antigos. Mas são novos, de… Continuar lendo A capela, o cemitério e um sábado nublado