Urban Sketchers na travessa Ratcliff

Desenho a nanquim e aquarela mostrando a esquina da travessa Ratcliff com dois casarões e clientes sentados nas mesas da rua em primeiro plano
Movimentação na travessa Ratcliff durante o encontro de dois anos do Urban Sketchers Florianópolis em 2018

Não é recomendável, mas o sábado na travessa Ratcliff segue como se não houvesse pandemia. Sei disso porque passei de carro há umas semanas e, tirando o movimento um pouco menor, estava tudo como antes.

A feijoada do bar do Noel, a roda de samba e a cerveja nos bares que se espalham pelos trinta metros da travessa continuam lá nesse ponto tradicional do centro de Florianópolis.

Será que esses frequentadores de agora são boêmios que arriscam contrair Covid-19 mas não perdem a farra? Os que estavam de máscara eram poucos, se destacavam no meio do povaréu como se usassem pijama de bolinhas. Vi um sujeito com camiseta do Justiceiro, personagem da Marvel que virou distintivo de bolsonarista no Brasil e dos supremacistas brancos nos Estados Unidos. Não combina com o lugar.

Traços com a pena de bambu e nanquim. Foto: Carol Grilo

O desenho que abre este post é do inverno de 2018, quando o Urban Sketchers Florianópolis comemorou dois anos de fundação com um encontro na travessa. Chegamos lá às 15h. O samba estava no fim e parte do povo que foi almoçar havia ido embora. Restou a caixa de som debaixo do toldo, muda.

Apesar de uns tantos frequentadores, foi uma sessão tranquila. Sentei em um recuo em frente a um prédio comercial para não bloquear a calçada estreita. Talvez tenha sido a primeira vez que incluí as pessoas no cenário. Sentadas, elas se movem menos.

Parede com vários quadros, dentre eles o desenho da travessa. Embaixo, estante com livros
Desenho hoje está na parede do ateliê da aquarelista Suely Carrião

  • Pena de bambu
  • Nanquim japonês tipo sumi
  • Aquarela
  • Sketchbook Hahnemühle A3