O segundo desenho sempre sai melhor

Caixa d’água ao lado da Igreja de Pedra no Rio Tavares. Nanquim sobre papel

Quem faz desenho de observação sabe que as primeiras tentativas saem um pouco duras. É por isso que as sessões de modelo vivo costumam iniciar com um “aquecimento”, sequências de poses de menos de três minutos para o cérebro entrar no modo de representação visual. No desenho de rua, a gente se perde nos detalhes… Continuar lendo O segundo desenho sempre sai melhor

Só faltou a merenda: um sábado à tarde na antiga escola Silveira de Souza

Planta em formato de “u” guarda pátio interno acessível pelos fundos

Quem passa a pé pela calçada estreita em frente do número 334 da rua Alves de Brito, no centro de Florianópolis, só consegue ver o muro alto pintado de rosa claro. É o endereço onde funcionou a antiga escola Silveira de Souza e que guarda as lembranças de quem estudou lá durante seus quase cem… Continuar lendo Só faltou a merenda: um sábado à tarde na antiga escola Silveira de Souza

Boteco pelo menos não virou farmácia

Casarão da padaria Padoka foi um boteco tradicional até 1992. Desenho com tira-linhas e nanquim

Devo ter entrado na nesse casarão no fim da rua Esteves Júnior só uma vez na vida. É uma padaria chamada Padoka. Cheguei lá de shorts e camiseta suada depois uma corrida na avenida Beira-Mar. Interpretei que enfrentar dez quilômetros com o coração na boca me dava um salvo-conduto para atacar um pão de queijo,… Continuar lendo Boteco pelo menos não virou farmácia

Meu maior hit no Pinterest é do tamanho de um cartão postal

Nanquim sobre papel. Maio de 2016

Só lembro de entrar no Pinterest quando sinto que preciso dar um tempo das selfies e imagens autopromocionais que as pessoas postam no Instagram. Com menos de vinte pins criados, passo longe de ser um “gerador de conteúdo” (embora tenha salvo muito mais pins que isso. Afinal, é a lógica do serviço). Dessas poucas imagens,… Continuar lendo Meu maior hit no Pinterest é do tamanho de um cartão postal

O livro que me fez encarar a caligrafia

Neste livreto de apenas 36 páginas, autora explora uso do instrumento conhecido em português como tira-linhas. Na foto, três modelos diferentes

Eu acredito que as leituras aparecem na hora certa. O livro Viaje en Tiralíneas (Viagem em Tira-linhas), da argentina Silvia Cordero Vega, foi uma delas. Como muitos participantes das minhas oficinas de caligrafia, eu guardava vários materiais comprados em viagens, alguns ainda fechados na embalagem. A razão é que eu não sabia como começar. Achado… Continuar lendo O livro que me fez encarar a caligrafia

Crowdfunding caligráfico

Saiu um projeto novo no Catarse para produzir tira-linhas específicos de caligrafia. Iniciativa de um casal do Rio Grande do Sul, chama-se Dreaming Dogs e é promissor. Tira-linhas (ruling pen em inglês) hoje são artigos raros (lembra daquela parte do compasso parecida com uma pinça, com um parafuso no meio?) Eram usados por desenhistas técnicos para traçar linhas (daí o nome) e… Continuar lendo Crowdfunding caligráfico

Where thou art, that is home

Caligrafia feita por encomenda para o designer de interiores Sandro Clemes. A obra ficou exposta em seu ambiente Escritório 31 na mostra Casa & Cia. SC 2014. A frase, em inglês antigo, é uma citação de um poema de Emily Dickinson e pode ser traduzida como “Lar é onde você está”.  Agosto de 2014, nanquim sobre papel, 48 x 66 cm. Até… Continuar lendo Where thou art, that is home