Primeira praia do ano e adivinhe? Nublado

Barco na praia da Armação, em Florianópolis. Lápis e lápis aquarelável

Primeiro de janeiro antes das oito da manhã na Armação, localidade afastada no sul da ilha de Florianópolis. Céu cinza escuro, água gelada e vento meio frio pra época. É de se pensar que fosse estar vazio. Que nada. Perto do pedaço da praia onde costumamos abrir as cadeiras, mais de cinquenta pessoas na faixa… Continuar lendo Primeira praia do ano e adivinhe? Nublado

Desenhar no verão só precisa de papel, caneta e ar condicionado

Em lugares fechados, se você não para, acaba desenhando os próprios pés. Caneta tinteiro sobre papel A4

Por causa do calor que ultrapassa os 30º C, o movimento de desenho de rua Urban Sketchers Florianópolis costuma dar uma pausa em janeiro e fevereiro. Duas horas de sol na cabeça pode dar insolação e queimaduras, e o suor ainda é capaz de manchar o papel 100% algodão dos aquarelistas mais refinados. Assim, nos… Continuar lendo Desenhar no verão só precisa de papel, caneta e ar condicionado

Aeroporto: aqui o tempo não voa

Sentar na poltrona não faz o avião decolar mais rápido. Desenho com caneta tinteiro

Aviões deveriam encurtar viagens. Não dependem de estradas tortuosas, não param para os passageiros comerem misto quente, não enfrentam pedágios nem fazem pinga-pinga nas rodoviárias. Mas não há eficiência que resista a normas, procedimentos e um feriado. No dia depois do réveillon de 2020, lá estou no aeroporto de Guarulhos para embarcar em uma rota… Continuar lendo Aeroporto: aqui o tempo não voa

Como estragar um desenho em duas lições

Antiga caixa d'água do bairro Mont Serrat. Local foi reformado em 2019

1) Sente-se por uma hora e meia debaixo do sol. Ponha um caderno A3 de um quilo e meio no colo. Abra a caixa de pastéis secos, escolha cuidadosamente as cores e reflita com cuidado sobre como simplificar as formas. Alimente os borrachudos que rodeiam sua perna. Satisfeito? Então, em vez de fotografar a obra,… Continuar lendo Como estragar um desenho em duas lições

Bosque Pedro Medeiros

Único porém de desenhar de manhã cedo: a luz muda rápido

A pouco mais da metade dessa obra-prima da arte ocidental, me quebra a ponta do lápis aquarelável. É o único instrumento que trouxe comigo além do pincel com água. É janeiro. Ainda estou de férias. Acordamos cedo, saímos de casa por sair, de vontade de respirar outros ares, e fomos conhecer o bosque Pedro Medeiros,… Continuar lendo Bosque Pedro Medeiros

Desenho na rua Fernando Machado

Placa de trânsito, aparelhos de ar condicionado e roupas penduradas também são parte do cenário urbano

É fim de tarde de sábado no centro de Florianópolis, em frente à Faferia, espaço cultural onde espero Carol Grilo dar sua oficina de bordado contemporâneo. Abro o banco dobrável na base da escada do prédio e começo a desenhar a rua para passar as horas. Estamos em abril de 2018, dois anos antes da… Continuar lendo Desenho na rua Fernando Machado

Casa na esquina da Bocaiúva com a Gama D’Eça

Marrom do papel kraft pode ser explorado quando se usa uma paleta limitada de cores

O tema do encontro do Urban Sketchers Florianópolis de hoje foi esta casa espremida entre prédios na esquina da avenida Professor Othon Gama D’Eça com a rua Bocaiúva. Segue resistindo, talvez por ter sido encurralada em um terreno pequeno demais para um edifício. É difícil ignorá-la. A construção de um pavimento tem a beirada do… Continuar lendo Casa na esquina da Bocaiúva com a Gama D’Eça

Época de lives

Nesta quarta-feira (29/7), participo da Hora Feliz USk Brasil, a série de conversas promovida pelo Urban Sketchers Brasil. Urban Sketchers (de onde vem a abreviação “USk”) é um movimento mundial que organiza encontros de desenho de observação em mais de 300 cidades no mundo inteiro. O nome é “Hora feliz” mas geralmente os participantes se… Continuar lendo Época de lives

Sobre registrar janelas

Bate-papo na Feira Literária da Escola Autonomia com Rafael Bokor (embaixo) e Ivan Jerônimo, mediado por Sarah Mendes

Terça-feira passada, participei da Feira Literária da Escola Autonomia. O tema da conversa foi “Abra sua janela” e foi mediada pela professora Sarah Mendes, de geografia, a quem agradeço o convite. De um lado, Rafael Bokor, que registra o patrimônio do Rio de Janeiro em fotografias para o projeto Rio – Casas & Prédios Antigos.… Continuar lendo Sobre registrar janelas