Espaço Armazém desenhado na Maratona Cultural 2022 (com um carro intruso)

Espaço Armazém desenhado na Maratona Cultural 2022 (com um carro intruso)

No mesmo trecho da calma praia de Sambaqui, onde ficam os restaurantes frequentados por clientes que estacionam seus SUVs importados na orla, existe um casarão verde dedicado à arte e ao ativismo.

O Espaço Cultural Armazém – Coletivo Elza é uma iniciativa independente e coletiva que:

  • Abriga o acervo de arte impressa do Projeto Armazém, composto por livros de artista, postais e cartazes, entre outros itens.
  • Oferece cursos e abriga exposições de arte.
  • Executa ações de ampliação da visibilidade da produção feita por mulheres.
  • Atende mulheres em situação de vulnerabilidade e famílias no processo de gestação, parto e pós-parto.

O casarão foi construído em 1854 como residência. Em 1905, virou um posto fiscal aduaneiro, funcionando simultaneamente com a Alfândega, no Centro. Hoje, tombado e restaurado, pertence a uma família da cidade.

No último sábado, o lugar foi o tema do 78º encontro do Urban Sketchers Florianópolis, dentro da programação da Maratona Cultural 2022.

Como parte da programação, o Armazém está com a exposição Biografemas de Valda Costa, artista negra do Morro do Mocotó que pintava cenas da cidade entre as décadas de 1970 e 1990. A mostra traz peças de vários acervos, uma rara oportunidade de ver reunida parte de sua produção de 800 obras.

Desenho em primeiro plano com casarão do Espaço Armazém ao fundo
O carro imortalizado no desenho já havia ido embora quando tirei a foto

Trânsito pesado (numa rua estreita)

Quem é daqui da cidade sabe que tentar comer fora em Sambaqui (ou em Santo Antônio de Lisboa) no fim de semana significa trânsito. O sábado não foi exceção.

O assunto pode não ter nada a ver com o Urban Sketchers, mas os carros estacionados viraram tema involuntário de desenho e converteram aquele trecho de mão dupla em uma rua de uma pista só, fazendo os veículos ficarem parados bem em frente ao Armazém.

Ivan sentado na calçada desenhando
De costas para o mar, percebe-se que marinhas não são meu forte

Para quem está tranquilo sentado na calçada, é até engraçado ver os motoristas empacados um de frente pro outro porque nenhum dos dois quer ceder a passagem. Mas deu pena do motorista de ônibus, que teve de esperar três ou quatro carros darem ré para prosseguir.

Mas tivemos nossa desforra na hora da foto coletiva, bem em frente ao Armazém. Por alguns minutos, nosso pequeno engarrafamento passou de 20 metros.



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