Casarão da Presidente Coutinho: difícil de desenhar

De arquitetura curiosa, casa está em bom estado. Crayon sobre papel kraft

No 70º encontro do Urban Sketchers Florianópolis, arrisquei desenhar na rua. Só que, diferente do casarão anterior, que ficava numa ruela pouco frequentada, o de hoje está plantado na rua Presidente Coutinho, uma daquelas vias de Florianópolis entre o centro e Beira-Mar cheia de prédios residenciais e comerciais, clínicas, padarias e uma galeria de arte.… Continuar lendo Casarão da Presidente Coutinho: difícil de desenhar

Desenhando com música (que eu não escolhi ouvir)

Museu Victor Meirelles e fundos da agência central dos Correios. Nanquim e pastel oleoso

Tenho admiração por caricaturistas de eventos, retratistas de calçadão e outros profissionais que desenham em público com gente passando, sob o olhar dos curiosos e com música de fundo que nem sempre é suave. Em agosto de 2019, senti como é a experiência. Foi quando o Urban Sketchers Florianópolis combinou de fazer um encontro dentro… Continuar lendo Desenhando com música (que eu não escolhi ouvir)

Conversa sobre desenho (e caligrafia) na Udesc

Participação (virtual) na disciplina “Poéticas do desenho” no curso de Artes Visuais. Foto: Carol Grilo

Tendo estudado a vida inteira no ensino público, considero um privilégio a oportunidade de estar do outro lado. Foi o que aconteceu ontem, quando participei de uma conversa com os estudantes da disciplina “Poéticas do desenho” no curso de Artes Visuais da Universidade do Estado de Santa Catarina – Udesc, a convite da professora, pesquisadora… Continuar lendo Conversa sobre desenho (e caligrafia) na Udesc

O segundo desenho sempre sai melhor

Caixa d’água ao lado da Igreja de Pedra no Rio Tavares. Nanquim sobre papel

Quem faz desenho de observação sabe que as primeiras tentativas saem um pouco duras. É por isso que as sessões de modelo vivo costumam iniciar com um “aquecimento”, sequências de poses de menos de três minutos para o cérebro entrar no modo de representação visual. No desenho de rua, a gente se perde nos detalhes… Continuar lendo O segundo desenho sempre sai melhor

Ovas de tainha

Depois do desenho, ovas foram para a frigideira como ingrediente para uma farofa

É no outono em Florianópolis que começa a temporada da tainha, peixe que aparece nos meses sem a letra “r” (maio a agosto). Sua pesca ainda é feita de forma artesanal pela técnica de cerco e a captura dos primeiros cardumes sempre sai na imprensa. A época também causa disputas entre pescadores e surfistas pelo… Continuar lendo Ovas de tainha

Só faltou a merenda: um sábado à tarde na antiga escola Silveira de Souza

Planta em formato de “u” guarda pátio interno acessível pelos fundos

Quem passa a pé pela calçada estreita em frente do número 334 da rua Alves de Brito, no centro de Florianópolis, só consegue ver o muro alto pintado de rosa claro. É o endereço onde funcionou a antiga escola Silveira de Souza e que guarda as lembranças de quem estudou lá durante seus quase cem… Continuar lendo Só faltou a merenda: um sábado à tarde na antiga escola Silveira de Souza

Sketch no bate-papo sobre arquiteto Hans Broos

Escuto a palestra, mas desenho. Conversa sobre o arquiteto Hans Broos no Porão

Pelo título do evento, Conversas de Porão: Hans Broos e o Brutalismo em Florianópolis, parece valer a pena enfrentar o trânsito do trabalho até o Centro em uma terça-feira à noite. É fevereiro de 2019. Chegamos com a casa cheia. O bar e espaço de apresentações Porão divide um casarão histórico com o Hub Casacanto,… Continuar lendo Sketch no bate-papo sobre arquiteto Hans Broos

Boteco pelo menos não virou farmácia

Casarão da padaria Padoka foi um boteco tradicional até 1992. Desenho com tira-linhas e nanquim

Devo ter entrado na nesse casarão no fim da rua Esteves Júnior só uma vez na vida. É uma padaria chamada Padoka. Cheguei lá de shorts e camiseta suada depois uma corrida na avenida Beira-Mar. Interpretei que enfrentar dez quilômetros com o coração na boca me dava um salvo-conduto para atacar um pão de queijo,… Continuar lendo Boteco pelo menos não virou farmácia

Lugar de Paulo Freire é na escola

Técnica de pastel seco em papel não branqueado permite destacar as zonas mais claras

No início do ano, o escritor e professor Cristiano Moreira assumiu a direção da Escola Básica Santo Antônio, em Rodeio, cidade de pouco mais de 10 mil habitantes em Santa Catarina. Na véspera, me encomendou um retrato do educador Paulo Freire para pendurar na nova sala. Fiz o desenho a partir do vídeo de uma… Continuar lendo Lugar de Paulo Freire é na escola