Um passeio até a Lagoa com a Companhia Ferroviária Florianopolitana

Casarão da Lagoa em nanquim e aquarela. 23º encontro do Urban Sketchers em abril de 2018

Se aqui existisse trem de passageiros, faríamos a travessia entre o continente e a ilha dentro de um vagão. Quiçá teríamos um trem-bala que parasse em São José e de lá os viajantes fariam a baldeação para a linha metropolitana até Florianópolis. Se o trajeto fosse de manhã cedo, como seria o caso dos trabalhadores,… Continuar lendo Um passeio até a Lagoa com a Companhia Ferroviária Florianopolitana

A rua do Comércio (e das soluções para pequenos problemas)

Casario art decó da Conselheiro Mafra, desenhado no 22º encontro do Urban Sketchers Florianópolis

A rua Conselheiro Mafra é a rua das necessidades. A Felipe Schmidt, logo acima, é a rua dos desejos. Ambas ficam no Centro de Florianópolis. Vai-se à Felipe Schmidt para olhar relógios, óculos escuros, roupas, perfumes e calçados e, eventualmente, comprá-los. Quem vai à Conselheiro, em contraste, sai com seu destino traçado. Precisa de uma… Continuar lendo A rua do Comércio (e das soluções para pequenos problemas)

Conversas no Ribeirão da Ilha

Casario açoriano no Ribeirão da Ilha. Nanquim e aquarela

Houve época em que eu não gostava de ser abordado ao desenhar na rua. Achava uma folga, coisa de gente intrometida. O desenhista alemão Felix Scheinberger propõe a seguinte reflexão: se estivéssemos escrevendo um diário, seríamos tão tolerantes se um estranho viesse ler o caderno sobre nossos ombros? Depois de anos desenhando em um banquinho… Continuar lendo Conversas no Ribeirão da Ilha

A capela, o cemitério e um sábado nublado

Capela São Sebastião, no Campeche. Grafite e lápis preto aquarelável

Mesmo sem nunca ter visitado a Capela São Sebastião, no Campeche, sabia que haveria um cemitério ao redor. Está no mapa e é comum em outras igrejas açorianas de Florianópolis, como no Ribeirão da Ilha e em Santo Antônio de Lisboa. Pela idade da capela, de 1826, imaginava encontrar túmulos antigos. Mas são novos, de… Continuar lendo A capela, o cemitério e um sábado nublado

Quem desenha, faz amigos

Encontre o desenhista brasileiro (dica: não está usando preto). Fotos: Carol Grilo

Imagine chegar num lugar para desenhar em grupo, mas sem conhecer ninguém. Por onde começo? Como funciona? Foi assim que me senti há exatos quatro anos, quando participei de um encontro do Urban Sketchers Medellín, na Colômbia. Foi uma coincidência feliz estarmos lá no mesmo final de semana em que eles faziam sua 99ª sessão.… Continuar lendo Quem desenha, faz amigos

Laerte e o manual para desmontar o mundo

Manual do Minotauro é uma leitura que demanda cuidado, tem de ir devagar. Porque este álbum de Laerte tem a maior quantidade que já li de conceitos, metáforas, nonsense, non sequitur, paradoxo, absurdo, antítese, contradição e analogia por centímetro quadrado de quadrinho. O volume de 400 páginas, lançado este ano pela Companhia das Letras, traz… Continuar lendo Laerte e o manual para desmontar o mundo

Urban sketching: uma crônica do primeiro encontro

Para mim, um dos cenários mais interessantes ao redor da Praça 15

Se você gosta de desenhar, uma hora ou outra vai ouvir falar do movimento Urban Sketchers. Pode ser através de um post no Instagram ou ao descobrir o blog de algum artista. Se procurar mais, vai saber que o movimento tem “filiais” em Seattle, Lisboa, Chicago, Cingapura, São Paulo e muitas outras cidades. Mais de… Continuar lendo Urban sketching: uma crônica do primeiro encontro

A palmeira, a caneta e a motosserra

Com as sessões de modelo vivo suspensas, estou há um tempo desenhando só linhas retas. Quando muito, uma fachada em curva ou um pneu de carro. É o que vejo quando vou registrar a arquitetura nas ruas de Florianópolis. Mas hoje, estou sentado em uma espreguiçadeira no jardim em frente ao casarão do departamento de… Continuar lendo A palmeira, a caneta e a motosserra

Com altos e baixos, 5 mil visualizações

O aplicativo do WordPress no celular acaba de me “parabenizar” pela marca de 5 mil visualizações neste site. A contagem começou em março, quando transferi o site antigo para este blog. Fazendo as contas, não é muito: pouco mais de vinte visualizações por dia. Mas acredito que o visitante de um blog preste mais atenção… Continuar lendo Com altos e baixos, 5 mil visualizações

Centro Leste, só que de dia

Esquina das ruas Victor Meirelles com Nunes Machado. De manhã, a região é calma

É uma manhã de sol em um sábado de 2019 quando chego com o material de desenho e me instalo encostado ao muro da Escola Antonieta de Barros, no Centro de Florianópolis. Me fazem companhia os lambe-lambes e pichações. São lembranças de protestos de 2018 que exigiam que o Estado desse uma solução para o… Continuar lendo Centro Leste, só que de dia