• A ponte sempre presente

    A ponte sempre presente

    Ser uma rara ponte pênsil no Brasil, ou a maior delas, deve ser a causa da Hercílio Luz ter virado o cartão postal de Florianópolis. Inaugurada quando a cidade era uma província de 40 mil habitantes, em 1926, foi ao mesmo tempo símbolo de modernidade e início da expulsão dos moradores pobres que viviam próximos…

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  • Assim se cumprimentam os homens

    Assim se cumprimentam os homens

    — E daí, jogador! Sentado à mesa, o homem de camiseta branca olha para trás para ver quem o chamou. Deve ser um amigo ou colega de departamento. Se sentam frente a frente. Fosse eu, acharia que não é comigo. Nunca pratiquei, por vontade própria, futebol, handebol, basquete ou qualquer dessas atividades coletivas com regras,…

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  • Desenhe grande. Preencha a folha. Em papel barato (atualizado)

    Desenhe grande. Preencha a folha. Em papel barato (atualizado)

    Não conseguimos a quantidade de participantes que viabilizasse as sessões de desenho com modelo vivo. Agradeço aos desenhistas e modelos que se interessaram. Quem sabe futuramente não tentamos de novo? Deixo a postagem abaixo como registro. A partir da primeira quarta-feira de abril, dia 3, vou me juntar à artista, pesquisadora e curadora Kamilla Nunes…

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  • Fora de sincronia

    Fora de sincronia

    O filme Vidas Passadas começa com as personagens Nora e Hae crianças na Coreia do Sul. Eles se anunciam como namoradinhos pouco antes dela emigrar com a família para o Canadá. Ele permaneceu em Seul. Na faculdade, se acham no Facebook e passam a se falar por Skype. O relacionamento parece uma amizade, mas gera…

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  • Entrou areia na planilha

    Entrou areia na planilha

    Oi, Pereira. Estou enviando em anexo a Planilha que acordamos de revisar até segunda-feira. Tendo isso em vista, necessito que você cuide disso ASAP para que o Tomazzini tenha tempo hábil de estar fazendo um merge em um PPT para a Diretoria. — Já que você tinha de ter concordado em entregar trabalho no Carnaval,…

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  • Num piscar de olhos, as exposições terminam

    Num piscar de olhos, as exposições terminam

    Não foi planejado, mas as duas exposições coletivas das quais participo acabam em poucos dias. No próximo sábado, às 17h, uma roda de conversa e um cortejo onde os artistas ocupam a rua com bandeiras produzidas por eles encerra a exposição Impossibilidade de Esgotamento no Centro Cultural Veras. A origem da mostra é o grupo…

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  • A quem recorro quando a bicicleta dá problema

    A quem recorro quando a bicicleta dá problema

    Vou andando ao trabalho depois das férias de fim de ano e vejo a bicicletaria do Valdir fechada. Cena improvável. Quem passa pela rua sabe que as dezenas de bicicletas do lado de fora esperando a vez de serem consertadas são uma visão tão certa quanto o muro de pedra onde ficam apoiadas. Era essa…

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  • Sobre a maldade aparente

    Sobre a maldade aparente

    O cartaz original do filme Monster é enganoso. O título, juntamente com a foto de dois guris com os rostos sujos de algo que parece sangue, dão a impressão de cenas violentas. E, já tendo visto outros dois títulos do diretor Hirokazu Kore-Eda, sabia que seria tudo muito sério. De suas outras produções, tive uma…

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  • Como manter o nível

    Como manter o nível

    Levou quase quatro anos para eu assistir a essa produção mais recente do diretor dinamarquês Thomas Vinterberg. Conheci seu trabalho com o tenebroso Festa de Família, que foi o primeiro filme a seguir o Dogma 95, manifesto que proibia trilha sonora, iluminação artificial, entre outros artifícios. Depois, vi A Caça, que tem dois dos atores…

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  • A retrospectiva de uma vergonha

    A retrospectiva de uma vergonha

    Tem uma parte no documentário 8/1 – A Democracia Resiste que seria patética se não fosse sintoma de algo mais grave. A cena ocorre mais ou menos na metade do filme, quando a polícia do exército forma uma barreira impedindo que a polícia militar do Distrito Federal entre no acampamento dos bolsonaristas para prendê-los. Um…

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  • Um cartaz para o primeiro filme de 2024

    Um cartaz para o primeiro filme de 2024

    Primeiro de janeiro costuma ser o dia mais parado do ano. As ruas ficam estranhamente vazias e comércio nenhum abre. É uma boa hora para rever um filme sem compromisso: Drugstore Cowboy, de Gus Van Sant. Parecia que eu estava assistindo pela primeira vez essa produção que vi perto do lançamento, há uns 35 anos.…

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  • Neste 2024…

    Neste 2024…

    Que sempre haja tinta para você fazer o que quiser. Desenho ou texto, ficção ou reportagem, prosa ou poesia, natureza-morta ou caricatura, memória ou devaneio, lista ou relato. Com a caneta ou com o teclado, no papel ou na tela. Para o mundo inteiro ver ou para você rasgar em seguida. Com tintas de todas…

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