Desenho de uma casa ausente

Residência que ficava no Centro de Florianópolis. Pastel seco sobre papel kraft

É raro eu desenhar a partir de fotos, ainda mais quando se trata de arquitetura urbana. Seria perder a oportunidade de sair para a rua, sentir a atmosfera do lugar e conversar com moradores, como tantas vezes acontece. Mas no caso desta casa na rua Germano Wendhausen, no centro de Florianópolis, não houve jeito. Pertencia… Continuar lendo Desenho de uma casa ausente

Felizmente, foi uma gripe

Leitura, chá e desenho para passar o tempo isolado no quarto

Não são os primeiros raios de sol da manhã. Devem ser os quartos ou quintos. Afinal, já são nove horas em uma manhã de setembro do ano passado. Faz três dias que estou isolado no quarto, esperando o resultado do exame que vai dizer se minha febre, garganta inflamada e dor de cabeça são sintomas… Continuar lendo Felizmente, foi uma gripe

Carro é fácil de dirigir ou você que se acostumou?

Eu poderia estar em uma sala de espera no consultório com café e música suave mas, em uma pandemia, dentro do carro é mais seguro

Não sei você, mas eu torço para que os carros autônomos tomem as ruas em menos de cinco anos. A esperança é não precisar mais dirigir e que diminuam os acidentes. Afinal, comandar um bólido de uma tonelada a oitenta quilômetros por hora, mantendo dois metros de distância dos outros, é uma atividade que exige… Continuar lendo Carro é fácil de dirigir ou você que se acostumou?

Aquarela, vinho e lagosta sapateira

Nada como o receio de estragar a comida para desenhar rápido

Em agosto do ano passado fui à peixaria do Direto do Campo do bairro Saco dos Limões atrás de peixe ou camarão para o fim de semana. Comprei uma anchova para assar no forno e meia dúzia de ostras (aqui em casa, só eu como moluscos com conchas). Enquanto espero o funcionário limpar a anchova,… Continuar lendo Aquarela, vinho e lagosta sapateira

Pote de orégano

Intenção era praticar reflexo e transparência

Ingrediente do sanduíche na chapa das manhãs e noites. Chamo de “sabor pizza” (vai tomate cereja, palmito e queijo branco também). Dependendo do dia, acrescento alho poró, alface e cebola, ou troco o orégano por pimenta tipo tōgarashi. De sobremesa, às vezes arrisco pintar uma natureza-morta com o que tem em cima da mesa. Incluindo… Continuar lendo Pote de orégano

Ovas de tainha

Depois do desenho, ovas foram para a frigideira como ingrediente para uma farofa

É no outono em Florianópolis que começa a temporada da tainha, peixe que aparece nos meses sem a letra “r” (maio a agosto). Sua pesca ainda é feita de forma artesanal pela técnica de cerco e a captura dos primeiros cardumes sempre sai na imprensa. A época também causa disputas entre pescadores e surfistas pelo… Continuar lendo Ovas de tainha

Sketch no bate-papo sobre arquiteto Hans Broos

Escuto a palestra, mas desenho. Conversa sobre o arquiteto Hans Broos no Porão

Pelo título do evento, Conversas de Porão: Hans Broos e o Brutalismo em Florianópolis, parece valer a pena enfrentar o trânsito do trabalho até o Centro em uma terça-feira à noite. É fevereiro de 2019. Chegamos com a casa cheia. O bar e espaço de apresentações Porão divide um casarão histórico com o Hub Casacanto,… Continuar lendo Sketch no bate-papo sobre arquiteto Hans Broos

Lugar de Paulo Freire é na escola

Técnica de pastel seco em papel não branqueado permite destacar as zonas mais claras

No início do ano, o escritor e professor Cristiano Moreira assumiu a direção da Escola Básica Santo Antônio, em Rodeio, cidade de pouco mais de 10 mil habitantes em Santa Catarina. Na véspera, me encomendou um retrato do educador Paulo Freire para pendurar na nova sala. Fiz o desenho a partir do vídeo de uma… Continuar lendo Lugar de Paulo Freire é na escola

Vai à praia? Cuidado com o desenhista

É domingo entre réveillon e Carnaval no meio do verão do Covid. O despertador toca duas horas mais cedo. Foi você mesmo que pôs nesse horário ontem de noite, lembra? Moramos em uma cidade que tem praias. É o único jeito de conseguir estacionar o carro e arranjar espaço na areia. Não esqueça da boia… Continuar lendo Vai à praia? Cuidado com o desenhista

Quando a limpa nos arquivos quase vira uma sessão de regressão

Acrílica sobre papel offset. Novembro de 2003

Passei os primeiros dias de 2021 confinado em um aposento de três por quatro metros. Era hora de botar ordem na mapoteca, aquele gaveteiro largo com gavetas finas que serve para guardar desenhos e mapas (daí o nome). Fui confrontado com vinte e cinco anos de produção. O passado ia aparecendo sem aviso, folha por… Continuar lendo Quando a limpa nos arquivos quase vira uma sessão de regressão